Nest Comunicação

Conteúdo relevante:
a dica é ir muito além das plataformas digitais

27 de julho de 2016

Descobrir maneiras de oferecer um conteúdo relevante associado a produtos e marcas virou uma busca incessante na comunicação realizada em plataformas digitais. O esforço se justifica.

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Esta é uma forma de chamar atenção e diferenciar-se em ambientes colaborativos, pois, cada vez mais, as pessoas procuram informações que atendam às suas necessidades pessoais. Quando encontra um bom conteúdo e se identifica com ele, o consumidor passa a atuar de forma favorável à marca, compartilhando com seu grupo de amigos e ampliando a disseminação da informação. Basta observarmos nosso próprio comportamento quando interagimos nas redes sociais para perceber como isto acontece no dia a dia: conteúdo relevante é aquele que tem consistência, seja por sua utilidade prática, seja por sensibilizar quem recebe a mensagem, descontraindo, emocionando, motivando, mobilizando ou levando à reflexão.

Mas lembre-se: nem sempre aquilo que está dentro da sua expertise é capaz de atrair o seu público-alvo. Antes de produzir conteúdo, coloque-se no lugar do seu target.

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Diversos estudos acadêmicos têm se debruçado sobre este fenômeno, mostrando a ligação do conteúdo relevante com a construção de uma relação de valor e de confiança entre marcas e consumidores*. No entanto, a apresentação de um conteúdo relevante não precisa – nem deve – ficar restrita às ações realizadas nos ambientes digitais. Ao contrário, o “pulo do gato” está em entendê-lo como um dos pilares de toda e qualquer forma de comunicação, associando-o a um planejamento estratégico bem feito e a trabalhos executados com inteligência criativa, formando um tripé eficaz para o alcance dos resultados desejados.

Isso é aplicável independente do formato. O impacto positivo de um folder, por exemplo, é potencializado quando o material é concebido segundo a premissa de ser útil para o público a que se destina, ao mesmo tempo em que são reforçados os atributos do produto ou marca trabalhados. As peças de comunicação corporativa também só têm a ganhar ao seguir esta linha, assim como uma campanha de marketing ou as iniciativas que visam engajar colaboradores internos.

É importante ressaltar a condição de disponibilidade inerente a quem pretende trabalhar com conteúdos relevantes. É preciso estar aberto para solucionar dúvidas, fazer considerações, oferecer opções, estabelecer uma relação mais transparente, debater tendências, aceitar sugestões.  A postura traz recompensas, pois se trata de uma via de mão dupla. Entregar relevância permite usar o call-to-action de maneira eficiente e amigável. Uma oportunidade de ouro que vale ser aproveitada na sua próxima ação de comunicação.

*Vale conferir: “Cultura da Conexão. Criando valor e significado por meio da mídia propagável”, de autoria de Henry Jenkins, Joshua Green e Sam Ford. Editora Aleph; “Práticas comunicacionais: sujeitos em re(ação), organizado por Elizabeth Moraes. Editora Universidade Metodista; e ”O conteúdo é Relevante? Os Discursos das Marcas na Produção de Conteúdos Propagáveis”, trabalho apresentado no 5º Encontro de GTs – Comunicon, de autoria de  Vanda de Souza Machado.

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